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Euribor Atinge Novos Patamares: O Que Muda Para os Portugueses em 2026

O Que É a Euribor? Guia de Literacia Financeira A Euribor é provavelmente um dos termos financeiros mais mencionados em Portugal, especialmente quando se fala de crédito à habitação. Mas o que significa realmente? Vamos descomplicar este conceito de forma clara e acessível.

06.01.2026
Topas

A Euribor continua a ser o tema dominante nas conversas sobre finanças pessoais em Portugal. Depois de um período turbulento marcado por subidas históricas, o indexante que determina as prestações de centenas de milhares de créditos à habitação portugueses entrou numa nova fase que merece atenção redobrada.

O Cenário Atual da Euribor

Nos últimos meses, a Euribor tem apresentado uma tendência de estabilização e descida gradual, contrastando com o período de 2022-2023, quando atingiu máximos de cerca de 4%. Esta mudança de direção reflete as sucessivas descidas das taxas de juro de referência pelo Banco Central Europeu, numa tentativa de equilibrar o controlo da inflação com o estímulo à economia.

A Euribor a 6 meses, uma das mais utilizadas em Portugal, tem oscilado em níveis significativamente inferiores aos picos anteriores. O mesmo acontece com a Euribor a 12 meses, embora esta continue a merecer atenção especial por parte de quem tem ou planeia contrair crédito habitação.

Impacto Direto no Bolso dos Portugueses

Para a maioria das famílias portuguesas com crédito à habitação, cada movimento da Euribor traduz-se em alterações concretas na prestação mensal. Com as recentes descidas, muitos portugueses começam finalmente a sentir algum alívio financeiro, depois de anos em que as prestações aumentaram várias centenas de euros.

Um empréstimo de 150.000 euros a 30 anos, por exemplo, pode ver a sua prestação reduzida em dezenas de euros com cada quarto de ponto percentual que a Euribor desce. Embora possa parecer pouco, ao longo de um ano estas diferenças tornam-se significativas no orçamento familiar.

Perspetivas Para os Próximos Meses

Os analistas financeiros apontam para uma continuação da tendência descendente da Euribor ao longo de 2026, embora com descidas mais moderadas do que alguns esperavam inicialmente. O BCE mantém uma postura cautelosa, equilibrando a necessidade de apoiar o crescimento económico com a vigilância sobre possíveis ressurgimentos inflacionários.

Esta perspetiva de descida gradual cria um ambiente mais favorável tanto para quem já tem crédito como para quem pondera contrair novos empréstimos. No entanto, os especialistas aconselham prudência, lembrando que as taxas dificilmente regressarão aos mínimos históricos vistos antes de 2022.

O Que Devem Fazer os Mutuários?

Perante este cenário, os portugueses com crédito à habitação devem avaliar cuidadosamente as suas opções. A renegociação do spread bancário pode ser uma estratégia inteligente, especialmente para contratos mais antigos com margens elevadas. Muitos bancos estão dispostos a baixar o spread para reter clientes, o que pode resultar em poupanças substanciais.

Outra questão relevante prende-se com a escolha entre taxa variável e taxa fixa. Com as taxas variáveis a descer, quem optou por taxas fixas durante o período de subidas pode agora questionar-se se fez a escolha certa. A resposta depende de cada situação individual, mas vale a pena fazer simulações e, se necessário, consultar um especialista.

Novos Créditos: Momento de Oportunidade?

Para quem está a considerar comprar casa, o momento atual apresenta um equilíbrio interessante. Embora as taxas de juro não estejam nos mínimos históricos, a tendência descendente da Euribor pode tornar o crédito habitação mais acessível nos próximos meses.

No entanto, é fundamental fazer contas rigorosas, considerando não apenas a prestação mensal atual, mas também cenários de eventual subida futura das taxas. A capacidade financeira deve ser avaliada de forma conservadora, deixando margem para imprevistos.

Conclusão

A Euribor continuará a ser um fator determinante na vida financeira dos portugueses durante 2026. A tendência de descida traz algum otimismo, mas exige também decisões informadas e planeamento cuidadoso. Manter-se atualizado sobre a evolução deste indexante e avaliar regularmente as opções disponíveis no mercado são passos essenciais para gerir bem o crédito à habitação e garantir a saúde financeira familiar.

Num contexto de maior estabilidade após anos turbulentos, este pode ser o momento ideal para rever contratos, negociar condições e tomar decisões estratégicas sobre o crédito habitação.

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